Sobre o CESB

O CESB é uma entidade sem fins lucrativos formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras em prol da sojicultura nacional.

O CESB é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.

Uma OSCIP é pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, voltada ao alcance de objetivos sociais e tem necessidade de prestar contas.

Missão

Desenvolver estratégias para mobilizar os agentes da cadeia produtiva e incrementar a produtividade com sustentabilidade econômica, social e ambiental da cultura da soja no Brasil.

Objetivos

O CESB conduziu na safra 2008/2009 um Programa Piloto onde o principal objetivo foi verificar o potencial de produtividade do país. Para isso, contamos com a participação de 140 áreas experimentais distribuídas por todo o território nacional.

 

Nessas áreas, produtores e consultores técnicos se empenharam em testar o verdadeiro potencial de suas lavouras, utilizando tecnologia e técnicas diferenciadas em sua condução.

 

A média de produtividade dessas áreas foi de 4.000 kg/ha. Ou seja: se as áreas inscritas no Programa Piloto representassem o país, teríamos hoje 94% das áreas com produtividade superior a média atual.

 

E foi ao verificar o potencial de aumento de produtividade que o CESB definiu seus principais objetivos:

 

• Elevar os patamares de produtividade da soja no Brasil dos atuais 2.875 kg/ha para 4.000 kg/ha até 2015 nos cerrados e 2020 no sul, aumentando a rentabilidade do produtor

 

• Criar um ambiente para que o uso da tecnologia seja mais difundida e utilizada pelos sojicultores

 

• Ter a plataforma tecnológica CESB como referência para o sojicultor e símbolo de alta produtividade e sustentabilidade

 

Desafios da agricultura

Com população mundial em torno de 6,8 bilhões de habitantes, teremos muitos desafios no que diz respeito à produção de alimentos, que terá que aumentar em torno de 70% para atender a crescente população mundial, cuja perspectiva é de que aumente em 2,3 bilhões de pessoas até 2050, de acordo com a FAO - Food and Agriculture Organization.

 

Os desafios são muitos e teremos que combater ao mesmo tempo a pobreza e a fome, utilizando de maneira mais eficiente os escassos recursos naturais e nos adaptando às mudanças climáticas. Ainda de acordo com a entidade, além de grandes investimentos na agricultura, também serão necessários investimentos para que seja melhorado o acesso aos alimentos, pois caso contrário, teremos 370 milhões de pessoas passando fome em 2050, o equivalente a quase 5% da população dos países em desenvolvimento.

 

Como resultado do crescimento populacional e aumento de renda, a demanda por alimentos continuará a crescer e segundo perspectivas da FAO, a procura por cereais para alimentação humana e animal irá alcançar cerca de 3 bilhões de toneladas em 2050, tendo assim um aumento de quase um bilhões de toneladas se comparada a produção atual, de 2,1 milhões de toneladas. A demanda por commodities agrícolas também poderá ser aumentada em função da produção de bicombustíveis, de acordo com os preços da energia e as políticas governamentais.

 

Com área cultivável limitada, baixa disponibilidade de água e tantos desafios pela frente, progresso em tecnologia e incremento de produtividade com sustentabilidade são essenciais. A grande oportunidade está nos países emergentes, uma vez que o BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China) será responsável pelo crescimento de 75% da produtividade global até 2020.